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G20 dividido sobre "guerra cambial"

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G20 dividido sobre "guerra cambial"

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É num contexto de estagnação económica mundial e de ameaça de uma “guerra cambial” que os ministros das Finanças do G20 se reúnem em Moscovo, na Rússia.

Mas, no projeto de comunicado, o grupo dos 20 países ricos e emergentes será mais moderado do que o G7 sobre o recurso a políticas monetárias agressivas e à depreciação das divisas para impulsionar a economia.

O Japão tem sido criticado por isso, mas em Moscovo evita-se apontar o dedo.

O presidente do Banco central nipónico, Masaaki Shrirakawa, afirmou: “Acredito que as políticas de cada país, visando a estabilização da própria economia, conduzem a uma estabilização da economia global”.

Na zona euro, que registou no final de 2012 o pior desempenho económico em quatro anos, a alegada sobreapreciação da moeda única é motivo de preocupação para países como a França, que teme pela sua já frágil competitividade.

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, acrescenta: “Toda esta conversa sobre taxas de câmbio nas últimas semanas é inapropriada e ineficaz. Em todos os casos é um ato de autodefesa”.

Sob pressão do governo, o banco central do Japão lançou um gigantesco programa de estímulos, que fez o iene depreciar 20% desde novembro. Mas para a diretora geral do FMI, Cristine Lagarde, é infundado falar de guerra de divisas.

Para o presidente russo, Vladimir Putin, o principal desafio é colocar a economia mundial numa trajetória firme de crescimento. Um desafio importante depois da recessão na zona euro se ter revelado superior ao previsto.