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Escândalo de carne de cavalo alastra-se enquanto UE aprova programa de testes

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Escândalo de carne de cavalo alastra-se enquanto UE aprova programa de testes

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O escândalo da carne de cavalo continua a alastrar-se, com novos casos em vários pontos da Europa.

Na Irlanda do Norte, foi descoberta carne equídea em hambúrgueres supostamente de vaca, distribuídos em hospitais.

Em Inglaterra, as autoridades do condado de Lancashire identificaram mais de cinquenta escolas que receberam produtos com carne de cavalo. A escola primária de Bowerham, em Lancaster, tomou a iniciativa de advertir os pais por carta.

Uma mãe diz que “é revoltante e não está certo, simplesmente para fazerem dinheiro. Pagamos para ter aquilo que esperamos, se é vaca, é isso que deve ser e não algo falso”.

São já uma dúzia, os países europeus afetados, com a Roménia a ser apontada como a principal origem da carne de cavalo usada. As autoridades austríacas disseram esta sexta-feira ter detetado vestígios de cavalo em produtos fabricados na Alemanha e vendidos pela cadeia Lidl.

Em Bruxelas, o comissário europeu para a Saúde, Tonio Borg, disse que “não devemos gerar o pânico, se não houver indicação nesse sentido. Por vezes as reações podem ser irracionais por isso, a menos que existam provas de que é uma questão de segurança alimentar, vamos tratar o assunto como um problema de etiquetagem. Até ao momento trata-se de uma questão de etiquetagem”.

A União Europeia aprovou um programa de testes de ADN em todo o bloco comunitário para avaliar a dimensão real do escândalo. O período de testes inicial, de um mês, também vai analisar a carne de cavalo encontrada para detetar vestígios de drogas potencialmente perigosas.