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UE desencadeia milhares de testes sobre produtos alimentares

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UE desencadeia milhares de testes sobre produtos alimentares

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Entre o empurrar de responsabilidades por parte de distribuidores, retalhistas e governos, e a nebulosa origem do escândalo em torno da carne de cavalo, há uma coisa que suscita acordo: todos os países da União Europeia vão efetuar milhares de testes para apurar a verdadeira dimensão do problema.

Em, pelo menos, cinco países – França, Roménia, Holanda, Luxemburgo e Chipre- há indícios de fraude económica e de manipulação de etiquetagem. Mas a deteção de carne equina em variados produtos alimentares alastrou-se um pouco por toda a Europa. Um dos exemplos mais recentes envolve uma marca de tortellini fabricada na Alemanha e vendida na rede Lidl austríaca. Em Portugal, uma primeira bateria de análises realizada pela ASAE não identificou qualquer caso.

Na Irlanda do Norte, foi descoberta carne de cavalo em refeições destinadas a hospitais. O mesmo aconteceu em relação a cantinas de mais de cinquenta escolas em Inglaterra.

Outras duas situações merecem destaque: a fornecedora francesa Spanghero rejeita liminarmente as acusações de manipulação, aceitando apenas a possibilidade de negligência; e uma empresa holandesa, que misturava carcaças de cavalo em produtos apresentados como sendo de “100% carne bovina”.