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Chipre escolhe presidente em escrutínio dominado pela crise económica

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Chipre escolhe presidente em escrutínio dominado pela crise económica

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Mais de meio milhão de cipriotas são chamados este domingo às urnas para escolher um novo presidente.

O escrutínio decorre num clima de profunda crise económica, que dominou a campanha eleitoral.

A prioridade desta eleição é concluir um acordo sobre um empréstimo internacional para ajudar a ilha a enfrentar uma dívida pública galopante e recuperar um sistema bancário que se afundou devido à forte exposição à situação na Grécia.

Em Nicósia, uma residente diz que “este não é o país que a população conhece, mas todos esperam um futuro melhor, sobretudo para a próxima geração”.

Outro explica que “todos os produtos subiram de preço e os salários estão cada vez mais baixos. Para além disso, os cenários económicos enfraquecidos e pouco esperançosos estão a gerar o pânico entre a população” cipriota.

Chipre estima necessitar 17 mil milhões de euros do Fundo Monetário Internacional, da União Europeia e do Banco Central Europeu.

O líder pró-europeu do principal partido da oposição de direita, Nicos Anastasiades, é o grande favorito do escrutínio e muitos analistas acreditam que pode conquistar mesmo a presidência na primeira volta.

O principal rival, com uma desvantagem de 20 pontos nas sondagens, é o ex-ministro da Saúde Stavros Malas, um independente apoiado pelo partido comunista no poder.

O correspondente da euronews, Stamatis Giannisis, diz que “pela primeira vez desde a divisão da ilha em 1974, os assuntos económicos dominam sobre os políticos, num momento em que os cipriotas enfrentam um futuro incerto e a perspetiva de uma crise económica duradoura”.