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Mario Monti, o tranquilo

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Mario Monti, o tranquilo

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Mario Monti foi recebido como um herói, entre aplausos, no Senado italiano em 2011.
 
O país recorreu ao antigo comissário europeu para evitar o descalabro financeiro e recuperar a credibilidade internacional.
  
Aos 69 anos, o professor de Economia substituiu o presidente do Conselho Silvio Berlusconi, demansiado marcado pelos escândalos.
 
Quando ecoou o sino da passagem de poderes parecia estar a soar o fim da carreira política de Berlusconi. Nada fazia prever que, um ano depois, o mesmo Berlusconi provocaria a queda do governo de tecnocratas de Mario Monti.
  
Todavia, Monti tranquiliza os parceiros europeus e suscita, mesmo, alguma admiração. A formação de economista, o carácter de homem tranquilo, o  modo de estar sóbrio e pensado, são precisamente o oposto de Bersluconi, completamente desacreditado em Bruxelas e nos meios financeiros.
  
Mas em Itália, ao longo dos meses, a confiança dos italianos diminuiu. A popularidade do primeiro-ministro caia ao mesmo tempo que a recessão se agravava, que as subidas de impostos se amontoavam e que as reformas ignoravam completamente a pressão sindical e os votos do Parlamento.
  
Nada impediu que desse a missão como cumprida em dezembro de 2012. No entanto, será em 2013 que a influência de Monti na política italiana se vai medir realmente.