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Bruxelas tenta salvar comércio de licenças para poluir

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Bruxelas tenta salvar comércio de licenças para poluir

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A licença para emitir uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), um dos gases mais poluentes, custa cerca de 5 euros, longe dos desejáveis 30 euros, que incentivariam as empresas a usar tecnologias mais ecológicas.

Para salvar o Sistema de Comércio de Licenças da União Europeia (UE), o comité do Ambiente do Parlamento Europeu aprovou uma proposta para congelar novos leilões.

“Não há alternativa ao Sistema de Comércio de Emissões”, disse Matthias Groote, presidente do comité. “As pessoas que sugerem a criação de um imposto sobre o carbono deviam saber que não é uma boa ideia, porque teríamos 27 sistemas diferentes, um por país-membro. Temos esse exemplo com o novo imposto sobre transações financeiras em que apenas 11 países vão adotar o imposto”, acrescentou o deputado socialista alemão.

O sistema é um pilar da UE para combater as alterações climáticas, tais como o aumento das catástrofes naturais e degelo polar, causadas pelos gases com efeito de estufa. A meta é que as emissões decresçam 20% face aos valores de 1990.

“Pedimos aos políticos europeus que aumentem para 30% esta meta de redução de emissões até 2020”, diz a analista Julia Michalak. “O primeiro passo pode ser cancelar definitivamente as licenças agora congeladas, seguido de outras medidas”, acrescenta esta ativista da Climate Action Network Euope, que reúne organizações não governamentais.

As licenças congeladas entre 2013 e 2015, seriam leiloadas só em 2019. Alguns industriais advertem que licenças mais caras atrasarão a retoma económica.