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Egípcias são alvo de violação pelos fanáticos da sharia


Egipto

Egípcias são alvo de violação pelos fanáticos da sharia

A banalização do mal grassa nas sociedades onde a primavera árabe deu lugar a ditaduras islâmicas, senão abertamente, na maioria das mesquitas destes países (Tunísia, Líbia e Egito).
No Egito, foi um Iman quem deu ordem de violar todas as mulheres descobertas que os ditos fieis encontrassem, e é isso que está a ser feito na Praça Tahrir. Repetidamente.

Uma das vítimas queixa-se:

“Havia um homem sentado ao meu lado. Tinha um computador nos joelhos e as mãos sobre o teclado. Mas havia algo estranho que me incomodava. Pensava que tinha de lhe dizer que se apoiasse no braço da sua cadeira e não passasse o limite para o meu lado. Mal me desviei um pouco ele aproveitou-se para tocar com o braço no meu.
Só pensei em atacá-lo. Infelizmente, acostumámos-nos a este tipo de coisas.
Não posso sair à rua sem que alguém me toque. Converteu-se em algo normal, apesar de asqueroso, nada posso fazer…”

As mulheres egípcias representam pouco mais de um quinto dos trabalhadores, que são há muito tempo uma poderosa força de mudança no país. Antes de começarem a mobilizar-se em torno dos protestos na Praça Tahrir, os trabalhadores egípcios tinham feito mais de três mil greves desde 2004, com mulheres a assumir, muitas vezes, a liderança.

Agora os tempos regrediram e as mulheres perdem o direito a manifestarem-se de rosto descoberto, junto dos jovens da sua idade.

Ativista da ONG Women’s rights:

“Estes casos não são novos, nem são coisas que sucedam há algumas semanas. Não falamos apenas de apalpões, mas violações. Aconteceu durante os 18 dias da revolução, em que muitas mulheres foram violadas e outras viram testada a virgindade. As mulheres que se manifestaram a 8 de março do ano passado, em geral, foram molestadas, com mais ou menos gravidade. No entanto, estes abusos aumentaram nas últimas semanas. E não são apenas mulheres; os homens também são violados.”

A agressão na Praça Tahrir, no dia 25 de janeiro, por vários homens a uma mulher arrancada a um grupo e violada, foi particularmente violenta. Uns manifestantes tentaram atear o fogo aos agressores para elas fugirem. A Praça Tahrir deixou de ser a Praça da Liberdade mas da Sharia.

“Os antigos egípcios consideravam as mulheres fonte de ternura, bondade e fertilidade. A mulher contemporânea não quer mais nem menos, com liberdade e respeito, e não ser vista como uma presa para violações”.

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