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Bulgária: Protestos continuam mesmo depois da demissão do executivo

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Bulgária: Protestos continuam mesmo depois da demissão do executivo

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Centenas de búlgaros saíram esta quarta-feira à noite à rua, em Sófia, em protesto contra a deterioração das condições de vida no país.

Os protestos continuam mesmo depois do governo de Boiko Borisov se ter demitido, no início do dia.

Para os búlgaros é preciso ir mais longe e proceder-se a uma purga na classe política do país, como confirma este manifestante.

“O descontentamento do povo chegou ao limite, na Bulgária. Isto não pode continuar. Afastámos o Borisov, que era o menor dos problemas, mas os outros continuam no poder. É por isso que continuamos a lutar,” assegura.

O primeiro-ministro, Boiko Borisov, não resistiu e demitiu-se depois de dez dias de intensos protestos populares contra o elevado aumento dos preços da eletricidade.

As manifestações acabaram por se converter em protestos contra o executivo e contra as medidas de austeridade aplicadas nos últimos quatro anos, com o intuito de melhorar o registo macroeconómico.

A Bulgária é o país mais pobre da União Europeia. O salário médio ronda os 350 euros, um salário mínimo 155 e as pensões 75 euros.