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Ciberguerra entre a China e os Estados Unidos

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Ciberguerra entre a China e os Estados Unidos

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Soa um novo alerta na ciberguerra há vários anos em curso. A Mandiant, uma empresa de segurança informática norte-americana identificou num relatório uma unidade misteriosa do exército chinês como a responsável por centenas de ataques informáticos contra empresas ocidentais, na maioria norte-americanas.

A Casa Branca afirma que a ciberespionagem tem sido uma das maiores preocupações nas conversas ao mais alto nível com responsáveis chineses “incluindo os militares”. Washington recorda que este “é um desafio muito importante em que o presidente tem estado a trabalhar e tem insistido com o Congresso para tomar medidas”, algo que Obama irá continuar a fazer.

Um edifício de 12 andares nos arredores de Xangai será a base operacional da misteriosa unidade 61398 do exército de libertação do povo chinês. Daqui terão sido lançados, pelo menos desde 2006, centenas de ataques contra empresas ocidentais, incluído algumas que trabalham em setores estratégicos como a energia ou a água.

O vice-presidente da Mandiant, explicou que “as provas fornecidas demonstram claramente que não se trata de um grupo isolado de piratas informáticos. São parte da unidade 61398 do exército, são patrocinados pelos militares e o Partido Comunista Chinês não só está a par das suas atividades como as apoia”.

Só nos últimos dias foram atacadas nos Estados Unidos companhias como o Facebook, Twiter, diversos jornais e a Apple. A China desmente os ataques e afirma que ela própria é vítima de piratas informáticos