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Bento XVI afirma que renúncia ao cargo foi "vontade de Deus"

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Bento XVI afirma que renúncia ao cargo foi "vontade de Deus"

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Bento XVI, pela última vez à janela dos aposentos do papa no Vaticano. A quatro dias de abandonar o cargo, o santo padre voltou a evocar as razões da sua renúncia, durante a oração dominical.

Depois das notícias sobre uma rede de corrupção no vaticano ou um lobbi gay que teriam forçado Joseph Ratzinger a demitir-se, o Papa respondeu com uma única razão: “Foi a vontade de Deus” que o levou a renunciar ao cargo.

“Deus chamou-me para subir à montanha, para que me dedicasse ainda mais à oração e à meditação”.

“Mas isto não quer dizer que eu vá abandonar a igreja. Pois se Deus me pediu que fizesse este esforço é precisamente para que eu possa continuar a servi-lo com a mesma dedicação e o mesmo amor”.

Antes de abandonar o Vaticano para a residência de Verão do papa, Bento XVI deverá assistir a uma última cerimónia na praça de São Pedro, na quarta-feira, devendo reunir-se pela última vez com os cardeais um dia depois. A partir das oito da noite, de quinta-feira (menos uma hora em Lisboa) o Vaticano entrará em período de “Sé vacante” antes do início do conclave que deverá eleger o novo sumo pontífice.