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Óscares "patrióticos" opõem heróis e inimigos da América

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Óscares "patrióticos" opõem heróis e inimigos da América

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O retrato de um antigo presidente, a morte do inimigo número um da América ou a operação secreta que ludibriou o temido Irão, são as cabeças de cartaz de uma cerimónia dos óscares que promete ser a mais “patriótica” dos últimos anos.

Antes das estrelas da noite, dezenas de figurantes fizeram o ensaio geral da cerimónia, esta manhã, frente ao Dolby Theater em Los Angeles.

A noite de gala vai ser marcada pelo confronto entre Argo de Ben Affleck e Lincoln de Steven Spielberg, mesmo que o primeiro filme, apesar de 7 nomeações, não concorra para a estatueta dourada de melhor realizador.

O filme de Affleck sobre a operação secreta para libertar os reféns norte-americanos no Irão, em 1979, arrabatara já os globos de ouro e os britânicos BAFTA na categoria de melhor filme e melhor realização.

Esta noite, Lincoln parte como favorito com 12 nomeações, entre as quais de melhor ator para Daniel Day Lewis, seguido de 11 nomeações para “A vida de Pi” de Ang Lee, que parece convencer mais pelos efeitos especiais do que pelo argumento.

Na Categoria de melhor filme estrangeiro e melhor atriz, o filme franco-austríaco “Amour” continua a somar prémios, antes da cerimónia dos óscares. O realizador Michael Haneke recebeu, ontem, na California, o prémio do cinema independente “Spirit Award” para melhor filme internacional.

Mas a interpretação da atriz Emanuelle Riva em “Amour” não parece ser consensual nos Estados Unidos, onde alguns críticos falaram mesmo de um filme “aborrecido”. Na categoria de filme estrangeiro há ainda a destacar o filme chileno “NO” de Pablo Larraín, que retrata a campanha do Não durante o referendo que pôs fim à ditadura de Augusto Pinochet.

Nos antípodas dos óscares surge o quinto filme da vampiresca saga “crespúsculo”, “Amanhecer – parte 2” que recebeu ontem o prémio de pior filme do ano, na gala dos Razzie Awards. A temida “framboesa de ouro” não hesitou em espetar a estaca no peito do realizador Bill Condon, assim como na atriz Taylor Lautner. Dez “framboesas”, no total, para uma saga que soma já 3 mil milhões de dólares na bilheteira. Um popular insucesso.