Última hora

Última hora

Participação em baixa no primeiro dia das eleições italianas

Em leitura:

Participação em baixa no primeiro dia das eleições italianas

Tamanho do texto Aa Aa

O risco de instabilidade política não parece ter levado os italianos a afluirem em massa às urnas, este domingo, no primeiro dia das eleições legislativas. A participação ficou aquém dos números do sufrágio de 2008, com uma ligeira subida na região da Lombardia, que poderá ser decisiva no apoio das duas câmaras do parlamento ao próximo governo.

Consequência do mau tempo ou da desilusão com a classe política, os analistas dividem-se, quando as sondagens apontam para uma vitória quase certa do Partido Democrata (PD) de centro-esquerda de Pier Luigi Bersani, que votou, este domingo, em Piacenza.

O primeiro-ministro cessante, Mario Monti, que votou em Milão, não afasta a possibilidade de uma coligação com o PD, apesar de perder cada vez mais peso nas sondagens, consequência de 15 meses de um governo tecnocrata de austeridade.

Quanto a Silvio Berlusconi, que votou em Milão, entre protestos, o “Cavalieri”, que só é candidato oficiosamente, parece ter reduzido as suas aspirações ao controlo do senado, em conjunto com os populistas da Liga Norte, o que poderia amputar a margem de manobra de uma maioria de centro-esquerda no parlamento.

Berlusconi não deixou por isso de se fazer notar, tanto por ter comparado os juízes italianos a “uma mafia mais perigosa que a mafia siciliana”, quanto por ter sido alvo de um protesto de militantes feministas em “topless”.

O “basta Berlusconi” das manifestantes ameaça ser uma palavra de ordem no sufrágio, que poderia colocar mesmo o humorista Beppe Grillo em segundo lugar, segundo algumas sondagens não oficiais.

O “suspense” termina esta segunda-feira às 15h00, quando encerrarem as assembleias de voto, e o país descobrir finalmente se o novo governo tem estabilidade ou não para governar.