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Chipre: A difícil missão de Nicos Anastasiades

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Chipre: A difícil missão de Nicos Anastasiades

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No Chipre ganhar as eleições presidenciais foi a parte mais fácil, dizem os analistas. O Chipre está à beira da falência, a economia contraiu 2,3% no ano passado, e as negociações sobre o plano de resgate, que corresponde a 100% do PIB do país, arrastam-se desde junho.

Terminadas as celebrações, o novo presidente Nicos Anastasiades, 66 anos, tem agora de formar um governo para avançar com as discussões. Na hora da vitória, disse: “A minha prioridade é restaurar a credibilidade do Chipre. Estou determinado em trabalhar com os parceiros da União Europeia e ao mesmo tempo assumir as nossas responsabilidades. Estou comprometido em tomar as medidas necessárias para fazer sair o país da crise económica”.

Chipre precisa de 18 mil milhões de euros, sobretudo, para salvar os bancos, atingidos pela reestruturação da dívida grega.

Mas as discussões são difíceis sobre a questão da transparência fiscal e financeira, em especial, a luta contra o branqueamento de capitais, e a participação da Rússia no resgate, exigida pela Alemanha, já que Chipre é o principal destino do dinheiro russo, quer legal quer ilegal.