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Berlusconi não descarta aliança para terminar limbo político

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Berlusconi não descarta aliança para terminar limbo político

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Pier Luigi Bersani não foi, como era esperado, o protagonista das eleições legislativas italianas. A sua coligação de centro-esquerda ficou com uma vantagem de menos de 1% da aliança de centro-direita de Silvio Berlusconi, que já se mostrou disponível para negociar um bloco central. Mas é Beppe Grillo que é considerado o grande vencedor: fazendo a contabilidade por partido, o antigo humorista conquistou mais votos do que Bersani.

O imenso impasse em que a Itália está mergulhada deve-se à complexidade do seu sistema político. Por ter ganho em valores absolutos, o centro-esquerda fica automaticamente com 340 assentos na Câmara dos Deputados. Mas no Senado, o número de mandatos é atribuído em função dos resultados regionais. É aí que qualquer das coligações está bastante longe dos 158 lugares que correspondem a uma maioria absoluta.

O analista político James Walston salienta, no entanto, que este é “um desastre até certo ponto, porque algo tem de acontecer. O presidente Napolitano e as pessoas que ganharam, ou quase, têm de chegar a algum acordo. Mas os próximos meses serão muito penosos, até alcançarem uma certa estabilidade, se é que isso vai acontecer.”