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Monti satisfeito: "espero que próximo governo não dissipe sacrifícios"

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Monti satisfeito: "espero que próximo governo não dissipe sacrifícios"

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Mario Monti rejeitou falar de derrota, na sua reação aos resultados eleitorais. O primeiro-ministro cessante declarou-se “satisfeito”, com os cerca de 10% de votos e o quarto lugar no escrutínio, lembrando que, o seu partido (Escolha Cívica), “criado há apenas 50 dias, conseguiu obter a confiança de 3 milhões de eleitores”.

Sem qualquer tipo de amargura, Monti lembrou que o seu governo de tecnocratas, “não foi nomeado para ser popular, mas para garantir a estabilidade num momento difícil”. O agora senador vitalício deixou apenas uma advertência ao próximo executivo para que, “não dissipe os esforços feitos até agora por todos os italianos”, ousando uma única interpretação para o seu resultado nas urnas:

“Penso que a falta de uma reforma da lei eleitoral, apesar dos apelos repetidos do chefe de estado, está na origem da situação em que nos encontramos hoje, na qual todas as forças políticas têm a sua parte de responsabilidade. E acredito que esta reforma falhada, num ano em que várias reformas económicas e sociais foram levadas a cabo, é uma das razões deste distanciamento do eleitorado”.

Última e tímida compensação para ‘Il Professore’, o facto de que, como afirmou, “apesar da instabilidade política, hoje os mercados estão menos preocupados com o estado das nossas finanças públicas”.

A despedida de um tecnocrata, chumbado nas urnas, que promete no entanto, prosseguir a aventura política, “num pequeno partido”.