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Itália: Incerteza política sai cara em leilão de dívida

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Itália: Incerteza política sai cara em leilão de dívida

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Itália volta a pagar no mercado obrigacionista o preço da incerteza política criada pelas eleições legislativas.

No leilão de obrigações a dez anos, o primeiro pós-eleitoral, as taxas subiram para 4,83%. São os juros mais altos desde outubro.

Roma conseguiu colocar o montante máximo pretendido de quatro mil milhões de euros. Foram também vendidos 2,5 mil milhões em títulos a cinco anos. As taxas subiram de 2,94 para 3,59%.

Para o analista Antonio Ladolfi, “os mercados internacionais só querem um certo de grau de governabilidade, mesmo se só for a curto prazo, para serem capazes de fazer face aos atuais efeitos negativos.”

A procura foi relativamente sólida, alimentada, sobretudo, pelos investidores italianos.

Um dia antes, os mercados tinham reagido em pânico aos resultados eleitorais. Temem que o país mergulhe num longo período de instabilidade e que isso ponha em causa as reformas para reduzir a elevada dívida que ronda os dois biliões de euros.