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Relatório interno da UE sobre Israel/AP causa embaraço diplomático

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Relatório interno da UE sobre Israel/AP causa embaraço diplomático

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O relatório anual de diplomatas da UE nos territórios palestinianos refere que os colonatos israelitas são a maior ameaça ao processo de paz entre as duas entidades. A divulgação não autorizada à imprensa do documento causou embaraço aos serviços diplomáticos da União.

“Lamentamos que mais uma nova fuga de informação, mas não pretendo comentar o conteúdo do relatório em si”, disse o porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa, Michael Mann.

Jerusalém Oriental e partes da Cisjordânia foram capturadas por Israel em 1967, que continua a construir colonatos, apesar das críticas da comunidade internacional.

Os diplomatas também sugerem algumas formas de penalização económica, o que irritou o governo israelita.

“A missão de um diplomata é unir as pessoas e construir pontes, não é promover o confronto. Neste caso, os diplomatas europeus falharam em toda a linha na sua missão”, afirmou Yigal Palmor, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.

Já Autoridade Palestiniana diz-se satisfeita com as posições veiculadas no relatório.

“Desta vez, esperamos que a União Europeia realmente leve em conta , e de forma séria, as recomendações mencionadas no relatório. Poderá, assim, começar a trabalhar em regras comuns para todos países da UE sobre a origem das exportações israelitas e poderá também reafirmar a ilegalidade dos colonatos”, disse o delegado para a UE, Hadi Chebli.

O processo de paz israelo-palestiniano foi interrompido em 2010, quando Israel quebrou uma moratória parcial à construção de novos colonatos.