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Aumento dos sem-abrigo na UE obriga a novas abordagens

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Aumento dos sem-abrigo na UE obriga a novas abordagens

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Famílias, jovens, mulheres e imigrantes são os mais afetados pela falta de casa desde o início da crise, em 2008. O número de sem-abrigo está a aumentar em 15 Estados membros da UE e o albergue Casa Triest, na cidade belga de Gent, enfrenta essa realidade todos os dias.

“Nos últimos seis anos, o número de pessoas que frequenta o albergue passou de 50 a 60 por semana para 850 por semana”, refere Werner vande Weghe, diretor do albergue Casa Triest.

Portugal, Espanha, Grécia e Itália são os países mais atingidos, segundo a Federação Europeia das Organizações de Apoio aos Sem-Abrigo (FEANTSA).

A principal causa é o desemprego, diz a analista Ruth Owen: “Proprietários de casas e inquilinos que anteriormente não eram considerados grupos de risco, estão cada vez mais vulneráveis por causa do aumento dos despejos e das execuções das hipotecas”.

A municipalidade de Gent testa uma abordagem inovadora, que passa pelo aconselhamento dos sem-abrigo e a rápida atribuição de nova casa.

“Devemos dar-lhes o direito de ter uma casa, porque é um lugar seguro, onde se pode trabalhar e tentar resolver todos os problemas. E também se pode convidar os amigos e a família, reatando esses laços”, diz Nathalie Maertens, assistente social dos serviços de assistência da cidade.

Reunidos numa mesa-redonda organizada pela presidência irlandesa da UE, os ministros europeus ligados ao urbanismo debatem o tema, esta sexta-feira, na cidade belga de Leuven.

Procuram consenso em torna de novas estratégias que possam ajudar pessoas como Wilfried Bodino que, mesmo sem emprego, vai ter uma casa.

“Ontem recebi as chaves para o apartamento social. À tarde vou mudar as minhas coisas com alguns amigos, vou instalá-las, fazer pinturas e comprar algumas coisas. Depois, logo se vê o futuro”, diz o ainda utente da Casa Triest.