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A revolta dos polícias barbudos no Egito

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A revolta dos polícias barbudos no Egito

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As divisões entre laicos e muçulmanos no Egito atingem, nos últimos dias, as forças de polícia. Desde há quatro dias, que dezenas de agentes, suspensos por deixarem crescer a barba, protestam à porta do palácio presidencial e do ministério do Interior no Cairo.

Os polícias “barbudos”, apoiados por vários grupos salafitas, exigem ser reintegrados nas forças da ordem.

“Não há nenhuma alínea na lei ou na Constituição que proiba o porte de barba, nós recorrermos a todas as instâncias judiciais para fazer ouvir a nossa voz e o supremo tribunal decidiu que podemos regressar ao trabalho e é por isso que pedimos ao presidente que tome uma decisão administrativa para que possamos regressar ao trabalho e pôr fim a esta crise”, afirma um polícia.

Segundo os manifestantes, mais de 80 agentes teriam sido suspensos desde a revolução, por causa da barba, uma forma de expor a fé religiosa, para os muçulmanos.

O correspondente da euronews no Cairo afirma que, “as razões desta luta não têm a ver apenas com uma questão de aparência, revelando um novo conflito entre duas formas de ver a política, com cada uma a tentar impor-se no terreno da nova era democrática no Egito”.