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Quénia: um duelo presidencial sob alta tensão

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Quénia: um duelo presidencial sob alta tensão

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O Quénia prepara-se para ir às urnas, na segunda-feira, para eleger o novo presidente do país, num sufrágio ensombrado pela violência que marcou o escrutínio de 2007.

Uma oportunidade para o primeiro-ministro Raila Odinga, do Movimento Democrático Laranja, derrotado por uma pequena margem há 5 anos, de poder aceder ao cargo.

O admirador de Fidel Castro e auto-proclamado primo de Barack Obama vai enfrentar nas urnas o atual vice-presidente Uhuru Kenyatta, do partido Aliança Nacional.

Favorito nas sondagens, Kenyatta, o homem mais rico do país, é atualmente acusado pelo Tribunal Penal Internacional de crimes contra a humanidade, pelo suposto papel de instigador da violência pós-eleitoral de 2007.

O analista político, Tom Maliti, lembra que, “o resultado das eleições quenianas é importante para a comunidade internacional pois o Quénia é uma plataforma económica e diplomática na região e a estabilidade é essencial para que os países terceiros possam aprofundar as suas relações com o país”.

Na ausência de uma maioria clara, os dois candidatos poderão ter de enfrentar-se numa segunda volta, em Abril.

Em 2007, a frágil maioria obtida pelo presidente Mwai Kibaki tinha originado confrontos violentos com partidários da oposição que causaram mais de 1300 mortos e pelo menos 600 mil deslocados.

Kibaki dirigiu-se, ontem, ao país, para apelar a umas eleições pacíficas, de forma a demonstrar, “que a nossa democracia já é maior de idade”.