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Empresas de produtos pré-cozinhados tentam recuperar confiança dos consumidores

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Empresas de produtos pré-cozinhados tentam recuperar confiança dos consumidores

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O caso da carne de cavalo deixou os consumidores mais preocupados e desconfiados em relação ao que comem. Essas preocupações tiveram reflexos nas vendas dos produtos pré-cozinhados que caíram 50 por cento desde o início desta crise.

Para recuperar a confiança perdida, muitas empresas recorrem às novas tecnologias, como a utilização de códigos de barras universais. O GS1 é um organismo internacional, presente em mais de 151 países, onde os produtores podem registar os códigos de barras de cada produto. E apenas com um smartphone é possível verificar a origem dos alimentos.

Mesmo assim, as fraudes continuam a acontecer, como explica Jan Somers do GS1: “as etiquetas que estão nos produtos dão toda a informação, mas às vezes é demasiado técnica. Existem instrumentos simples para assegurar que as diretivas estão a ser bem implementadas na União Europeia e entre os diferentes negociantes. O controlo existe mas se alguém está a cometer fraudes, acredito que os únicos que o podem detetar são os retalhistas e as próprias marcas, em conjunto com as autoridades públicas.”

A rastreabilidade é especialmente importante quando se trata de retirar os produtos do mercado.

Os responsáveis pela indústria alimentar, como Mella Frewen da PDG CIO food and drink, lembram que “mesmo que tenhamos 10 mil informações numa etiqueta ou apenas uma, isso não vai prevenir a fraude, porque uma fraude, é uma fraude.

As cadeias de distribuição estão a tornar-se cada vez mais complexas e globais, tornando o rastreio da qualidade dos produtos muito mais difícil.

Sophie Thise, do Centro de Investigação e Informação dos consumidores (CRIOC) na Bélgica, recorda que “os controlos aduaneiros já são feitos nos aviões, em tudo o que chega aos aeroportos, ao nível portuário também. O problema é maior no que diz respeito aos produtos transportados pelas estradas onde não existe controlo”.