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Quénia: Kenyatta mais perto de se tornar presidente

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Quénia: Kenyatta mais perto de se tornar presidente

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As eleições presidenciais no Quénia ficaram marcadas por uma elevada taxa de participação e pela morte de pelo menos 15 pessoas.

Esta segunda-feira, os cerca de 14 milhões de eleitores registados elegeram, ainda, um novo Parlamento e os representantes regionais e locais.

Tratam-se das primeiras eleições desde a aprovação da nova Constituição, por referendo, em 2010.

Oito candidatos apresentaram-se na corrida às presidenciais.

Os resultados provisórios apontam para um avanço do até agora vice-primeiro-ministro, Uhuru Kenyatta, procurado pelo Tribunal Penal Internacional, sobre Raila Odinga, actual primeiro-ministro.

As eleições foram acompanhadas por mais de 20 mil observadores, e por milhares de polícias que não conseguiram evitar os episódios de violência.

A população aguarda com expectativa a divulgação dos resultados oficiais:

“Ontem havia uma certa tensão porque ouvimos dizer que algumas pessoas foram mortas, mas aos poucos o ambiente está a voltar à normalidade. As pessoas estão descontraídas e aguardam tranquilamente pelo resultado das eleições” afirma um homem.

“Até agora estou contente com o rumo das eleições. Com o facto de haver paz no Quénia. Espero apenas que o novo líder do país ajude a população” refere uma mulher.

Nas últimas eleições, em 2007, foram mortas mais de 1200 pessoas durante o período pós-eleitoral.

Na altura Kenyatta foi mesmo acusado pelo Tribunal Penal Internacional ter orquestrado a onde de violência no país. Odinga não chegou a ser indiciado pelo TPI ao contrário de alguns seus apoiantes mais próximos.