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Modelos de luxo debutam no Salão Automóvel de Genebra

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Modelos de luxo debutam no Salão Automóvel de Genebra

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O salão automóvel de Genebra abriu as portas da Octogésima terceira edição com a crise instalada.

O setor automóvel enfrenta graves dificuldades nos mercados tradicionais, com a Europa a liderar a quebra das vendas.

Em 2012 a União Europeia teve uma diminuição de 8 por cento nas emissões de novas matrículas, em relação ao ano anterior. Para 2013 os construtores não esperam um declínio tão forte.

Ignorando a crise do setor estão os construtores de automóveis topo de gama.

No salão de Genebra vão apresentar novos produtos e carros de luxo que chegam a custar 3 milhões de euros.

A Bentley anunciou um aumento de 22 por cento, das vendas, em 2012, em todo o mundo. A Rolls-Royce, bateu de vendas, pelo terceiro ano consecutivo.

Estes são tempos de abundância para alguns fabricantes automóveis e de escassez para outros. Dos que estão em boa situação, temos Kevin Rose, Diretor Global de Vendas e Marketing da Bentley.

Estão a lançar o novo Flying Spur, em Genebra. Um modelo de luxo. Quem compra esses carros?

Kevin Rose: “Temos compradores de todo o mundo, por isso são clientes que já têm um cupê ou um cabriolet, em casa, e querem também um carro sedan. São clientes que fizerem um “upgrade” de coisas como o Mercedes Classe S. Por isso temos clientes de todo o lado, de vários países, que tinham outro tipo de carros. A maioria deve ter uns seis ou sete carros diferentes, por isso este vai encaixar perfeitamente na sua frota.”

euronews: Imagino que a Ásia tem muita importância para vocês, agora. Não estou à espera de ver muitos destes veículos a circular na Europa, nos próximos anos…

KR: “A Ásia é, provavelmente, o maior mercado, para esse carro, em especial a China, seguido pelo Médio Oriente e os EUA. Temos assistido a um aumento, real, de carros de luxo na China, é claro, mas também no resto da Ásia, nos últimos anos. O Flying Spur é, atualmente, o carro número um na China, nesta categoria. “

e: O Spur está equipado com aparelhos eletrónicos como o wi-fi. É isso o que os estudos vos dizem que os consumidores querem?

KR: “No Flying Spur, temos um sistema completamente novo de entretenimento. O importante é que uma grande parte dos clientes, em algum momento, estará sentada no banco de trás do carro, ou todo o tempo, ou parte dele, por isso é importante termos algo que, realmente, funciona para eles, na parte de trás do carro. Assim, com este produto, introduzimos um novo sistema, que permite ao cliente sentar-se na parte traseira do carro e operar tudo, com um ecrã tátil de controlo remoto. Eles podem aceder a tudo desde filmes, ao sistema de aquecimento, ou ao estilo de condução do carro, tudo. Pode, também, descarregar um aplicativo para “smarthphone” e operá-lo a partir daqui. Está, por isso mesmo, na vanguarda da tecnologia nos automóveis. “

e: A Rolls Royce, marca histórica britânica, agora nas mãos dos germânicos, está a lançar o novo modelo Wraith. Vai competir no mesmo mercado do Bentley Continental GT. A Rolls é uma marca difícil de combater?

KR: “Nós cruzamo-nos com a Rolls Royce, especialmente, com o nosso modelo Mulsanne. Mas, como disse antes, os nossos clientes têm seis ou sete carros, então é muito possível que tenham um Rolls Royce e um Bentley. Sabemos que há uma grande empatia dos clientes da Rolls Royce em relação à Bentley e, provavelmente, vice-versa. Então nós competimos a um nível semi-amigável. Eles estão a introduzir um novo carro…Vamos ver como isso corre, mas creio que há espaço para ambos, no mercado. “

e: Esse é o mercado de topo de gama. Considerariam fabricar um Bentley de baixo custo?

KR: “Bem, nós abrangemos tudo, desde o nosso V8 Continental ao Mulsanne. Por isso, em outras partes do nosso mercado estamos a competir com marcas como a Maserati, Aston Martin, etc. Por isso há muita concorrência lá fora e é claro que todos nós estamos a lutar para oferecer os melhores carros aos nossos clientes. A competição saudável é uma coisa boa. Nós estamos a tentar expandir novos estilos. Esperamos introduzir um veículo utilitário desportivo, nos próximos dois anos. A competição vai continuar e temos de continuar a lutar.”