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Chave para a eleição do Próximo Papa na Capela Sistina

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Chave para a eleição do Próximo Papa na Capela Sistina

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‘Chegou Papa e saiu Cardeal.’. Esta frase bem conhecida dos cronistas da Igreja, lembra o quanto a eleição do Sumo Pontífice difere de qualquer outra eleição. Não há candidatos, nem cartazes, nem mensagens. O segredo é a chave do Conclave e o procedimento é codificado.

Apesar de ser um ritual praticamente inalterado há oito séculos, Paulo VI, em 1970, estabeleceu os 80 anos como idade máxima para ser elegível e para eleger (têm de ter menos de 80 anos na data do anúncio da Sede vacante).
Desta vez, há dois cardeais eleitores a menos porque cumpriram a idade regulamentar depois de oficialializada a renúncia do Papa – de 117 passaram a 115 e dois cardeais ainda não chegaram, um cardeal da Polónia e outro de Varsóvia. O patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, vai ser o 32.º cardeal a votar no Conclave para a escolha do sucessor de Bento XVI,

É suposto o Espírito Santo guiar as decisões de cada Cardeal. A Constituição Apostólica de João Paulo II introduziu uma grande novidade, ao restringir a eleição do Papa a uma só modalidade: ‘por votação’, ou seja, per scrutinium, post-scrutinium, que compreende três passos. O primeiro é a contagem dos votos, o segundo a verificação e o terceiro a destruição pelo fogo.

Na representação gráfica do conclave, pode visualizar-se a primeira jornada com uma única votação. Nas seguintes vota-se de manhã e ao entardecer, até que um nome consiga um consenso de dois terços.

Para obter o fumo branco queima-se palha seca. Enquanto não for conseguido, a caixa com os boletins de voto é conduzida para o fogão contíguo à Capela Sistina, onde tudo é queimado. Para que o fumo saia negro, sinal de que ainda não foi eleito Papa, junta-se um pouco de palha molhada.

Todos os Cardeais eleitores estão obrigados a manter segredo absoluto sobre as sessões do Conclave. É-lhes vedado comunicar com o exterior por correio, via telefónica ou qualquer outro meio.

Os fiéis e curiosos aguardam que o primeiro dos Diáconos venha à varanda da Basílica de São Pedro anunciar a boa nova (:Habemus Papam.), para receberem a benção Urbi et Orbi que o próximo Papa lançará sobre Roma e o sobre Mundo.