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"Chávez continua vivo no meu coração"

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"Chávez continua vivo no meu coração"

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Várias horas de espera para vislumbrar, durante breves segundos, os restos mortais de Hugo Chávez.

O ritual que leva milhares de apoiantes do presidente até Caracas, nos últimos dias, deverá ser prolongado por mais uma semana, antes de o cadáver ser exposto permanentemente num mausoléu. Uma homenagem ao líder que fez da luta pelas classes baixas venezuelanas uma das principais batalhas e um trunfo eleitoral.

Chávez é um exemplo para muitos, incluindo fora das fronteiras da Venezuela. Diz uma mulher: “Já não somos ignorantes. Somos peruanos, mas sabemos da experiência do nosso irmão venezuelano, por isso estamos aqui para mostrar que temos que unir-nos. Viva Chávez”.

Outra jovem explica: “Quando soube da morte do presidente na televisão chorei, chorei e chorei, mas deu-me logo uma crise e saí para a rua a gritar que o meu presidente se tinha ido embora, mesmo que continua vivo no meu coração”.

O enviado da euronews a Caracas, Luís Carbalho, conclui: “Ao morrer o homem, nasce o mito. Chávez entrou na lenda dos grandes revolucionários latino-americanos com um grito que se repete sem cessar, na multidão: ‘Até à vitória, sempre’”.