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Venezuela: Maduro "ao volante" da revolução de Chávez


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Venezuela: Maduro "ao volante" da revolução de Chávez

Nicolás Maduro, antigo motorista de autocarros e sucessor designado por Hugo Chávez, tomou posse, esta noite, como presidente interino da Venezuela, horas depois do funeral do ex-chefe de estado.

Uma cerimónia boicotada pela oposição que denunciou a sucessão como “uma fraude, que viola a Constituição”, quando a lei fundamental prevê a substituição de um presidente não empossado pelo líder do parlamento.

Uma versão rejeitada pelo Supremo Tribunal e pelo líder da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que releu em voz alta o artigo 233 da Constituição que, segundo ele, legitima a tomada de posse de Maduro.

Dos mais de 30 líderes presentes no funeral apenas o presidente equatoriano, Rafael Correa, assistiu à cerimónia, entre vários representantes estrangeiros. Presente esteve também o antigo primeiro-ministro português José Sócrates, saudado por Maduro como o “grande irmão” de Chávez.

Maduro, que deverá candidatar-se às próximas eleições vai liderar o país até ao sufrágio, cuja data será anunciada este sábado, durante uma reunião da comissão eleitoral em Caracas.

A cerimónia desta noite foi antecedida por uma conferência de imprensa do líder da oposição, Henrique Capriles. “Ninguém elegeu Nicolás Maduro, ninguém te elegeu presidente, o povo não votou em ti. O povo vai julgar aqueles que utilizaram a morte do presidente para fins eleitorais”, avisou Capriles, que deverá enfrentar, no próximo sufrágio, Maduro que também é candidato e já tem um slogan, anunciado pelo ministro venezuelano da Comunicação. Um slogan que sintetiza a continuidade da revolução defendida pelos chavistas: “Chávez juro que votarei Maduro”.

Depois do juramento frente ao parlamento e sobre a Constituição, Maduro efetuou um novo juramento, “frente ao coração do povo”, na capela ardente onde se encontram os restos mortais de Chávez, na Academia Militar de Caracas.

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