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"Fukushima nunca mais" na véspera do 2o aniversário do acidente nuclear

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"Fukushima nunca mais" na véspera do 2o aniversário do acidente nuclear

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Jornada de mobilização dos ativistas anti-nuclear, este sábado, na véspera do segundo aniversário do acidente da central de Fukushima, assinalado na próxima segunda-feira.

No Japão, onde o governo pretende relançar o programa nuclear até ao final do ano, milhares de pessoas desfilaram junto à sede do governo em Tóquio.

Uma manifestante explica: “quis juntar-me a esta concentração pois a energia nuclear continua a existir mesmo que se tenham passado já dois anos desde o desastre”.

Em Paris, a mesma mensagem de alerta por parte das organizações de luta contra o nuclear, que organizaram uma dezena de correntes humanas em torno de vários edifícios públicos, entre os quais o ministério das Finanças.

Os ativistas exigem que o governo encerre os reatores com mais de 30 anos de funcionamento, como um primeiro gesto para sair do nuclear.

“Penso que o que aconteceu em Fukushima foi bastante chocante para os franceses, pois ocorreu num país industrializado como o nosso, e é talvez por isso que as pessoas tenham sido mais marcadas por Fukushima do que pelo acidente de Chernobyl”, afirma uma manifestante.

E na Alemanha, os ativistas decidiram simular um acidente nuclear em torno da central de Grohnde, no norte do país, nos arredores de Hanover.

A central deverá permanecer em funcionamento até 2022, depois do governo ter decidido suspender a atividade de oito das 17 instalações nucleares do país.

Os ativistas simularam igualmente um perímetro de segurança em torno da central. O incidente no Japão tinha forçado 160 mil pessoas a abandonarem as casas nas proximidades da central devido ao risco de contaminação.