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Supermercados subvencionados pelo Estado: o maior sucesso de Chávez

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Supermercados subvencionados pelo Estado: o maior sucesso de Chávez

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Quando há 14 anos, Hugo Chávez chegou ao poder declarou guerra à pobreza através daquilo a que chamou de Socialismo do Século XXI.

Um dos meios usados para melhorar a vida dos 60% de pobres do país foi o teleférico, recentemente inaugurado. Serve para aproximar as 100 mil pessoas que vivem nos bairros pobres do “cerro” à capital. Num quarto de hora, os habitantes chegam agora a Caracas; dantes, precisavam de três horas para chegar ao trabalho.

“O comandante investiu 360 milhões de dólares e disse que isto iria ficar para a história, que quem apanhasse o teleférico iria recordar para sempre Chávez”, explica José Castañeda, um autarca do Poder Popular.

Caracas tem agora duas linhas de teleférico a ligar a baixa aos bairros desfavorecidos das várias colinas em redor da capital.

No centro, uma parte dos três milhões de habitantes usufrui também de alojamento financiado pelo estado.

Mas a medida chavista mais popular de todas é a cadeia de supermercados Mercal. Só em Caracas há mais de 500, subvencionados, pelo Estado, onde mais desfavorecidos podem abastecer-se a preços módicos.

Uma senhora, entrevistada por Luís Carballo, enviado especial da euronews, explica que, se fosse noutro supermercado, “não poderia fazer estas compras. Não teria dinheiro suficiente. O Mercal é o melhor que o presidente podia ter feito para as pessoas pobres.”

Luís Carballo explica: “Os programas sociais desenvolvidos em bairros como os da periferia de Caracas são a chave do êxito de Hugo Chávez e da sua popularidade junto das classes desfavorecidas. Uma política de subsídios maciços, financiada com as enormes reservas petrolíferas da Venezuela.”

Na herança de Hugo Chávez uma nota destoa, contudo: nem à força de petrodólares o comandante conseguiu pôr fim à criminalidade do país que continua a ser uma das mais elevadas do mundo.