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Ciberataques: um negócio em ascensão

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Ciberataques: um negócio em ascensão

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Mais do que uma dor de cabeça, os ciberataques começam a ser encarados como uma oportunidade de negócio.

A segurança ligada ao universo cibernético está em alta e a oferta do mercado é cada vez maior.

Esta segunda-feira, o Banco Central da Austrália admitiu ter sido alvo de vários ataques informáticos mas escusou-se a especificar a origem, que a imprensa nacional atribuiu à China.

Pequim recusa qualquer envolvimento neste e noutros incidentes relacionados com empresas norte-americanas. Um negócio avaliado em milhões de euros.

“O facto de estarmos potencialmente perante casos de espionagem, ou seja, perante o roubo de propriedade intelectual dos Estados Unidos e de outros países é uma grande oportunidade de negócio. Porque se a cibersegurança não for levada a sério vão continuar a perder propriedade intelectual” afirma Irving Lachow do Centro New American Security.

Mas os Estados Unidos não são, apenas, a vítima nestes casos de espionagem como explica Michael Hayde antigo diretor da NSA, Agência de Segurança Nacional:

“Fui responsável pela Agência de Segurança Nacional e admito que os Estados Unidos fazem espionagem. Mas quando efetuamos estes ataques é na tentativa de preservar a liberdade dos americanos. Não o fazemos por dinheiro. E esse parece ser o principal interesse da ciberespionagem feita pela China.”

Interesses à parte, os ciberataques parecem ter vindo para ficar. Washington aponta o dedo à China e promete reagir, mas não explica como.

“Só falar não ajuda é preciso passar à ação” Irving Lachow do Centro New American Security.

Euronews : “até ao momento a administração norte-americana, ainda não explicou que tipo de ações pode adotar contra os ciberataques por parte da China. Muitos pedem uma resposta dura, mas como disse um dia Hillary Clinton não é fácil adotar este tipo de atitude contra o próprio banqueiro.”