Última hora

Última hora

Desafio da Igreja Católica: unir a fé ao povo

Em leitura:

Desafio da Igreja Católica: unir a fé ao povo

Tamanho do texto Aa Aa

Voltar a ligar o Ocidente à Igreja Católica será um dos maiores desafios do 266º sucessor de São Pedro.

Com um “mundo desenvolvido” cada vez mais laico, onde a pobreza e a miséria se espalham, o Vaticano e a Igreja dos Cardinais e Bispos parece uma realidade cada vez mais abstracta para muitos.

No entanto, há padres que dedicam a sua vida a ajudar os mais necessitados e a restaurar a dignidade humana. A Caritas, organização italiana estabelecida em 1971, tem 220 centros diocesanos e quase três mil centros de acolhimento.

Don Enrico trabalha num desses centros, em Roma. “Sinto que as pessoas estão a sentir uma maior necessidade de falar de ética, e de conceitos como bem comum, responsabilidade social, no dia-a-dia. Mas apesar de falarem, é-lhes difícil abordar a questão e difícil para elas relacionarem-se com Deus, como se não estivessem habituadas.”

No centro da Caritas, as pessoas também se interessam com o que se passa no interior da Capela Sistina. Para Michael Desire, refugiado político da Costa do Marfim, não interessa se o próximo papa é Africano ou não: “A cor da pele não é importante, porque o Papa é eleito por Deus. E cada homem eleito por Deus tem de cuidar do mundo inteiro, mesmo sendo de África, da América latina ou da Europa. Se o papa for africano vamos dar-lhe as boas vindas porque vai dar um empurrão para África e para a humanidade”.

Há três anos, mais de 31 mil pessoas procuraram ajuda em 191 desses centros de acolhimento. Quase 30 por cento eram italianas, mais de metade mulheres e mais de 60 por cento desempregados.