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Do "fim do mundo" para a liderança da Igreja Católica

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Do "fim do mundo" para a liderança da Igreja Católica

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O arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, é o novo Papa da Igreja Católica Romana. O argentino sucede no Vaticano a Bento XVI, que resignou a 28 de fevereiro, e, como manda a tradição, assume um novo nome aos olhos de Deus: Francisco I.

A escolha do jesuíta de 76 anos acabou por surpreender a maioria os especialistas por não ser dos mais novos do colégio cardinalício. Francisco I é o primeiro Papa latino-americano da história e na primeira comunicação pública fez uso do italiano, que terá aprendido com o pai.

“Irmãos e irmãs, boa noite”, começou por dizer Francisco I, para júbilo dos milhares de crentes que se concentraram na Praça de São Pedro, diante da Capela Sistina, onde pelas 18h06 desta quarta-feira (hora de Lisboa) se viu finalmente fumo branco na chaminé mais vigiada do Mundo.

“Como sabem, a missão do conclave era encontrar um bispo para Roma. Parece que os meus irmãos cardiais foram buscá-lo ao fim do mundo. Mas aqui estamos. Gostaria de vos agradecer estas boas vindas calorosas, também à comunidade de Roma e ao seu arcebispo. Obrigado”, expressou o Papa, no primeiro discurso.

Depois, Francisco I pediu para que todos rezassem “por Bento XVI”: “Para que Deus o abençoe e a Virgem Maria cuide dele”. “Antes de vos abençoar, peço-vos que rezem a Deus para me abençoar. Oremos em silêncio… esta vossa oração por mim”, disse, antes de se despedir para a primeira noite de descanso enquanto 266.° Papa da história da Igreja Católica Apostólica Romana: “Boa noite, descansem bem.”