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O novo Papa e os desafios interconfessionais

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O novo Papa e os desafios interconfessionais

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Para cristãos e não cristãos a eleição do Papa é um momento incontornável. Apesar de incidentes interconfessionais violentos recentes, no Egito maioritariamente muçulmano a convivência é possível.

“Nasci há sessenta e cinco anos e desde então cristãos têm vivido connosco, são meus vizinhos, e a relação entre nós é de compaixão e simpatia. Se olhar para o meu telefone vai ver os meus amigos, a maioria deles são cristãos. Quando vejo um desses meus amigos com problemas, eu nunca o deixo sozinho. Se ele vir a minha casa a arder ele faz o mesmo. A nossa interdependência já existe há muito tempo”, diz um egípcio muçulmano.

Para os cristãos a viverem no Egito a chegada de um novo Para é um momento importante.

“Esperamos que o novo Papa tome conta dos cristãos do oriente e tenha em conta o sofrimento deles. Espero que ele consiga unir todas os cristãos, incluídos os ortodoxos e os restantes”, diz um cristão.

No Vaticano, Salvatore Rino Fisichella, arcebispo italiano, espera que a essência cristã seja respeitada em todo o mundo.

“As religiões não podem viver na violência, não faz parte da natureza. Temos que assumir responsabilidades importantes em relação aos cristãos para que não sejam perseguidos como mártires ou sejam expostos a novas formas de perseguição, como por exemplo a marginalização ou discriminação”, afirmou.