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Netanyahu confirma novo Governo de coligação em Israel

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Netanyahu confirma novo Governo de coligação em Israel

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Foi formalmente anunciado e deverá ser ratificado ainda esta quinta-feira o acordo de formação do novo Governo de coligação de Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reuniu-se de manhã com os líderes dos partidos envolvidos – os centristas Yesh Atid e o Tzipi Livni; e também com a Casa Judaica, de extrema-direita – para finalizar um acordo a que os jornais do dia davam já grande destaque depois das conversações da véspera.

Numa das decisões mais difíceis de alcançar, o novo executivo terá à partida Yair Lapid, o líder do partido Yesh Atid, à frente da pasta da Educação. O Casa Judaica, do milionário ortodoxo Naftali Bennet, deverá, por seu turno, assumir a pastas da Religião e a dos Colonatos, num total de 22 ministérios, que terão, claro, Netanyahu à cabeça. O primeiro-ministro, porém, não contará no executivo, desta feita, com os habituais aliados.

“A fação ultraortodoxa ficou de fora deste acordo e eram eles os habituais aliados de Netanyhau: Eram eles que o apoiavam em todas as políticas que pretendesse implementar. Estão de fora e agora o primeiro-ministro terá um consenso mais difícil”, anteviu a professora universitária de Ciência Política, Gayal Talshir.

As eleições de janeiro passado deram algum peso aos centristas, em detrimento dos mais ortodoxos, e obrigaram o Likud, o partido de Netanyahu, a forjar uma nova coligação para conseguir o controlo do Parlamento – necessitava da maioria dos 120 assentos. Sem os ultraortodoxos, que se recusaram a fazer parte do mesmo Governo do Yesh Atid e da Casa Judaica, Netanyahu teve mais dificuldade para conseguir o acordo de maioria, mas conseguiu-o dois dias antes de finalizar o prazo para o apresentar o novo executivo – se não conseguisse, obrigaria o presidente Shimon Peres a designar outro nome para tentar congregar uma maioria para governar Israel.

O novo Governo de Israel deverá ser empossado na segunda-feira, dois dias antes da anunciada visita ao país do presidente norte-americano Barack Obama.