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UE num dilema entre austeridade e crescimento

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UE num dilema entre austeridade e crescimento

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Mais uma vez, é uma Europa dividida que se apresenta no Conselho Europeu desta quinta e sexta-feira, em Bruxelas. Para a Alemanha, a consolidação das contas públicas não é incompatível com a criação de emprego. Para a França, austeridade não é tudo na vida.

Mas a “fratura” na União começa a ser curada com a própria “fatura” política e económica paga pelos arautos da austeridade. Os italianos disseram basta aos cortes e o ainda primeiro-ministro italiano, Mario Monti, chega à cimeira fragilizado e com uma mensagem: “Vou falar com os meus colegas tendo consciência que estou a participar pela última vez num Conselho Europeu. Vou convidá-los a refletir sobre as consequências positivas e negativas do caso italiano porque, para além da importância de Itália como um dos maiores estados-membros, é preciso tirar ilações mais gerais.”

Depois do reino da austeridade, os líderes europeus começam a reconhecer a necessidade de estimular o crescimento e criar emprego. Em cima da mesa está um programa de seis mil milhões de euros para combater o desemprego jovem.

Ainda assim, mantém-se a linha tradicional de defesa da consolidação orçamental. Lucinda Creighton, ministra irlandesa dos Assuntos Europeus, declara: “Penso que os objetivos têm de ser atingidos: temos de reduzir o fardo da dívida e assegurar-nos que o fosso entre despesas e receitas é fechado.”

O programa de ajuda ao Chipre é um quebra-cabeças que se arrasta desde junho e que o novo presidente do país, Nicos Anastasiades, espera resolver, numa reunião extraordinária do Eurogrupo, esta sexta-feira.