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Reino Unido: Já se aposta na resignação de Francisco e no próximo Papa

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Reino Unido: Já se aposta na resignação de Francisco e no próximo Papa

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“Os britânicos apostam em praticamente tudo. Das corridas de cavalos ao peso de um bebé da família real, do futebol às canções do festival da Eurovisão”, começa por nos dizer Ali May, jornalista da euronews, que esta semana passou por algumas bolsas de apostas no Reino Unido, onde pôde ver que nestas meio não há tempo para descansar. Ainda o Papa Francisco não aqueceu o lugar e nos quadros já se fazem apostas em torno de quem se lhe seguirá e de onde virá.

Francisco foi eleito líder da Igreja Católica na noite de quarta-feira. Era o considerado “underdog” nas bolsas de apostas – o menos favorito. E isto quando nos quadros também se apostava na duração do conclave, no número de votações e na hora a que se iria ver fumo branco no Vaticano – foi ao segundo dia, à quinta votação e pelas 18h06 (hora de Londres), recordamos.

Entre os favoritos nos quadros de apostas estavam o italiano Angelo Scola e o ganês Peter Tuckson. Rupert Adams, da cadeia de bolsas de apostas William Hill, não esconde que a empresa que representa ficou a dever muito Scola. “Ele era o nosso favorito. A maior parte do dinheiro foi colocado nele porque é, talvez, o cardeal italiano mais importante. Percebíamos o favoritismo. Ficamos a dever-lhe muito. Teria o maior prazer de levar Scola ao melhor restaurante de Roma”, brincou Adams.

O responsável da William Hill já tem, porém, os olhos no futuro. “O que já estamos a apostar, porém, é no país de onde surgirá o próximo Papa. Uma vez mais, parece-me que a Europa é o continente favorito. Dependendo de quanto tempo vai durar este novo papado, vai passar ainda mais tempo desde que um cardeal italiano andou nestas andanças”, atirou.

As bolsas de apostas, como se percebe, não abrandam. Nunca. Na cadeia Ladbrokes, por exemplo, já se estão a colocar apostas na realização de um novo conclave ainda este ano e também na possibilidade de, tal como Bento XVI, também o Papa Francisco acabar por resignar ao lugar.