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UE dividida sobre entrega de armas à oposição síria

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UE dividida sobre entrega de armas à oposição síria

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O Reino Unido e a França querem que a União Europeia levante o embargo de armas à Síria para ajudar os rebeldes que combatem o regime de Bashar al-Assad. O tema dominou o último dia do Conselho Europeu, em Bruxelas, que coincidiu com o segundo aniversário do início da revolta na Síria.

O presidente francês declarou que “o drama dura há dois anos e que as armas são entregues a Bashar al-Assad e ao seu regime por países como a Rússia”. Por isso, François Hollande convidou os parceiros europeus a “tirar todas as conclusões e a tomar decisões nas próximas semanas”.

A Rússia persiste em apoiar o regime de Damasco, garantindo que se limita a cumprir contratos anteriores à guerra. O embaixador russo junto da União Europeia, Vladimir Chizhov, espera que “nem Paris nem Londres olhem para a situação na Síria como uma guerra por procuração contra a Rússia”, sublinhando que “Moscovo não está a fornecer armas completas à Síria, nem está a armar as forças sírias”.

Por outro lado, armar os opositores de Bashar al Assad, comporta um perigo, defendem vários líderes europeus: as armas podem cair nas mãos erradas. Para o evitar, o representante da oposição síria na Bélgica, Georges Chachan, defende que “as armas devem ser entregues, em permanência, até à vitória da oposição, e devem ser entregues unicamente ao Exército Livre da Síria, sob a égide da oposição que foi reconhecida a nível internacional”.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros reúnem-se a 22 e 23 de março, em Dublin, para discutir o tema que muitos consideram uma caixa de Pandora. Alemanha, Suécia, Finlândia, Luxemburgo e Áustria temem que o levantamento do embargo pode suscitar um aumento de armas fornecidas ao exército fiel a Bashar al-Assad pelos países que o apoiam. No caso de falta de consenso, o presidente francês disso estar disposto a “assumir as suas responsabilidades”.