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Itália já tem líderes do Parlamento mas está longe de ter um novo governo

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Itália já tem líderes do Parlamento mas está longe de ter um novo governo

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Uma perita em direitos humanos e um ex-procurador antimáfia, foram os eleitos para presidir à Câmara dos Deputados e ao Senado, em Itália.

Laura Boldrini, de 52 anos, chegou ao Parlamento nas listas do partido Esquerda, Ecologia e Liberdade, que integrou a coligação de centro-esquerda, liderada pelo Partido Democrata, de onde provém Pietro Grasso, um dos ‘czares’ da luta contra a máfia.

Eleitos os líderes do Parlamento, começa a missão substancialmente mais difícil de formar um novo governo.

O Partido Democrata afirma não estar, “de momento”, preocupado com o assunto e prefere destacar o “sinal positivo” dado neste início de legislatura com a eleição “de uma mulher que representa os direitos cívicos e de um homem que representa a legalidade”.

O voto refletiu o impasse político saído das eleições do mês passado, com a coligação de centro-esquerda, liderada por Pier Luigi Bersani, a ter de contar com as abstenções e os votos de alguns membros de outros grupos, como do movimento de Beppe Grillo, para eleger o seu candidato à liderança do Senado.

As votações foram um sinal do “sinuoso e difícil caminho” que a Itália tem pela frente, afirma um analista para quem Bersani conseguiu “ultrapassar um obstáculo, mas sem que se consiga vislumbrar uma maioria suficiente para formar um novo executivo”.

Antecipando as complicadas conversas que vai ter com os partidos, a partir de quarta-feira, o presidente Giorgio Napolitano pediu a Mario Monti para continuar a assegurar interinamente a chefia do governo de gestão, uma forma de também tranquilizar os que temem que a Itália se desvie do rumo das “reformas”.