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Comissão Europeia apoia tentativa do Presidente de Chipre para renegociar resgate

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Comissão Europeia apoia tentativa do Presidente de Chipre para renegociar resgate

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Enquanto um dos membros da troika, a Comissão Europeia reagiu com prudência, esta segunda-feira, ao furacão provocado pela proposta de resgate feita ao Chipre, que implica uma taxa sobre os depositantes dos bancos.

O porta-voz para os assuntos económicos, Simon O’Connor disse apenas que “não cabe à Comissão fazer mais comentários neste momento, a não ser para dizer que apoiamos totalmente os esforços do Presidente Nicos Anastasiades”.

Anastasiades quer alterar a proposta saída da reunião do eurogrupo (ministros das Finanças dos países com o euro) de sexta-feira, de modo a penalizar menos os pequenos depositantes.

Mas para um analista do Instituto Bruegel, Zsolt Darvas, “não havia uma possibilidade real de escolha, porque sem taxar as pessoas que têm depósitos nos bancos, o empréstimo rondaria os 17 mil milhões de euros, quase 100% da riqueza anual de Chipre. Tal colocaria em risco a sustentabilidade orçamental de Chipre.”

Face à questão da euronews sobre se Chipre conseguirá manter-se na zona euro, Zsolt Darvas explica que “se o Parlamento de Chipre rejeitar a proposta, os parceiros europeus deixarão de emprestar dinheiro a Chipre. Isso significa que os principais bancos cipriotas irão à falência. Haverá um enorme caos financeiro que poderá obrigar o país a sair rapidamente da zona euro e tal seria desastroso para o povo cipriota.”

Apesar de não se terem reunido fisicamente em Bruxelas, os ministros das Finanças dos 17 países da moeda única estão em intensas negociações para tentarem chegar a uma solução final.