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Bruxelas define estratégia comum para diminuir sinistralidade rodoviária

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Bruxelas define estratégia comum para diminuir sinistralidade rodoviária

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A mortalidade rodoviária em Portugal baixou 16% em 2012, um valor bastante acima da média da União Europeia, que foi de 9%. Apesar de satisfeito com o facto de 2012 ter atingido o “número mais baixo de sempre de vítimas mortais” desde que são recolhidos dados na União, o comissário europeu Sim Kallas realçou que “há muito trabalho a fazer”.

“Ainda morrem 77 pessoas, todos os dias, nas estradas da Europa. A evolução é mesmo negativa em alguns países e aqueles que nos causam mais preocupação, devido ao elevado número de mortes na estrada , são a Lituânia e a Roménia”, disse o responsável pelos Transportes do executivo europeu.

Mas por cada morte na estrada, há 10 pessoas que sofem ferimentos graves, tais com lesões cerebrais ou na medula espinal. Ou sejam cerca de 250 mil por ano.

É o caso de Emmanuel Johnson, de 46 anos, que ficou paraplégico há 8, depois de um acidente de moto. A diminuição de verbas públicas para os tratamentos preocupa-o.

“Temos alguma ajuda aqui na Bélgica, mas está a sofrer cortes e, na prática, recebemos cada vez menos apoio”, refere Emmanuel.

Para fazer face ao problema, a Comissão Europeia publicou, esta terça-feira, uma “estratégia global” que pretende, entre outras iniciativas, criar uma definição comum de lesão grave resultante de um acidente de viação.

Deverá, também, ser fixado um objectivo comum aos 27 países para reduzir o número de casos e uma platraforma de recolha de dados.