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Chipre: Eurogrupo e FMI mostram ligeira flexibilidade

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Chipre: Eurogrupo e FMI mostram ligeira flexibilidade

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A questão do resgate de Chipre foi tema obrigatório no congresso financeiro realizado em Frankfurt. A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) aproveitou a ocasião para incentivar o governo cipriota a implementar as medidas previstas no plano de ajuda, mas apoia a ideia de uma tributação mais progressiva.

Christine Lagarde afirmou: “Apoiamos firmemente as autoridades cipriotas na sua ideia de introduzir taxas progressivas para o imposto excepcional ou a troca de ações por depósitos previsto no envelope financeiro” que deverá angariar 5,8 mil milhões de euros.

Uma flexibilidade demonstrada também pelos europeus, após a forte contestação dos cipriotas. O ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, explica: “Havia o sentimento de que tínhamos, talvez, atacado um tabu. Os membros do Eurogrupo reuniram-se telefonicamente ontem à noite para dizer que estamos prontos a ponderar um imposto progressivo e, se o governo e o parlamento cipriotas assim decidirem, a aceitar que os depósitos inferiores a cem mil euros sejam exonerados”.

O imposto sobre os depósitos bancários foi a exigência colocada pelos europeus para ajudar Chipre com dez mil milhões de euros. Mas o acordo está ameaçado, segundo o Banco central da ilha, que garante que a isenção das contas com menos de 20 mil euros não permite angariar o montante previsto de 5,8 mil milhões de euros. A Comissão Europeia diz estar pronta a aceitar uma mudança das regras, mas não do montante acordado.