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Chipre: O peso dos bancos

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Chipre: O peso dos bancos

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Chipre acaba por ser mais recente vítima do sistema bancário.

A ilha, com pouco mais de um milhão de habitantes, procura a todo o custo evitar a falência dos seus bancos, duramente atingidos pela reestruturação da dívida grega e a depreciação dos investimentos na Grécia. Nicósia não tem grandes alternativas. As dificuldades financeiras do governo obrigam o país a endividar-se ou a aumentar as receitas fiscais.

Segundo as estimativas, estão depositados 69 mil milhões de euros nos bancos do país. Quase 43 mil milhões pertencem a cipriotas. A parte restante provém, sobretudo, de fora da União Europeia, como a Rússia e a Ucrânia no topo da lista. Suspeita-se que a ilha sirva de plataforma para a lavagem de dinheiro.

No final, o peso do setor bancário equivale a 700% do PIB de Chipre.

O governo pediu inicialmente 17 mil milhões de euros de ajuda, ou seja, um montante que representa cem por cento do PIB do país, mas o plano acordado ficou-se pelos dez mil milhões. A quantia é muito inferior às ajudas já concedidas na Europa mas, em comparação com o PIB, trata-se do maior resgate jamais concedido pela Eurozona.

Nicósia está reticente a aplicar o controverso imposto sobre as contas bancárias. Teme perder a confiança dos depositantes, ver fugir capitais do país, atraídos, até agora, pelas condições fiscais avantajosas.