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Francisco apela a líderes mundiais para que sejam "guardiões da Criação"

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Francisco apela a líderes mundiais para que sejam "guardiões da Criação"

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Simplicidade, humildade e regresso às origens, têm sido os princípios evocados em cada intervenção do Papa Francisco desde a sua eleição.

Depois de, no seu primeiro Angelus como Sumo Pontífice, ter sublinhado a importância da “misericórdia” e do “perdão” nos dias de hoje, a mensagem veiculada na homilia solene desta manhã voltou a incidir nas mesmas necessidades, vincando a urgência de uma mudança de eixo na Igreja Católica.

O Papa Francisco realçou que “ninguém deve recear a bondade”, apelando aos líderes que ocupam “lugares de responsabilidade no domínio económico, político, social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: ‘Sejam os guardiões da Criação, do plano divino inscrito na Natureza, guardiões do Outro, do ambiente. Não deixemos que os sinais de destruição e morte acompanhem o caminho do nosso mundo.”

O Sumo Pontífice que se tem destacado por alguma informalidade e pela aproximação ao universo mediático, do qual fala frequentemente, aponta também que “é preciso não esquecer que o verdadeiro poder do Papa é o de estar ao serviço, observando um trabalho humilde, concreto, rico na fé de São José. Para, tal como ele, abrir os braços para acolher todo o povo de Deus, com afeição e ternura por toda a Humanidade. Sobretudo pelos mais pobres, mais vulneráveis, mais pequenos, pelos que têm fome, sede, pelos estrangeiros, pelos que estão doentes, encarcerados. Só aqueles que servem com amor podem exercer o papel de guardiões.”

A aguardada transição hierárquica na Cúria Romana só deverá ser anunciada depois da Páscoa, sendo que os principais responsáveis da Santa Sé, como o secretário de Estado Tarcisio Bertone, foram reconduzidos temporariamente nas funções.