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Pontificado de Francisco começa com marco ecuménico histórico

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Pontificado de Francisco começa com marco ecuménico histórico

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O poder do Papa refletido no poder de quem o foi saudar ao Vaticano. O arranque deste novo pontificado assumiu contornos históricos no diálogo ecuménico, através da presença do Patriarca Bartolomeu de Constantinopola, a liderar a representação da Comunhão Ortodoxa, após quase mil anos de cisão entre Igrejas. Bartolomeu foi conduzido ao altar durante a celebração religiosa para encontrar o Bispo de Roma, como Francisco prefere ser apresentado, num gesto único em toda esta cerimónia.

As saudações aconteceram no interior da Basílica de São Pedro, onde o Papa recebeu inúmeros presidentes, a começar pelo italiano, Giorgio Napolitano. As monarquias fizeram-se representar em peso: Felipe e Letizia, de Espanha, mas também Alberto II e Paola, da Bélgica, e Alberto II do Mónaco, são alguns dos exemplos.

O controverso chefe de Estado do Zimbabué, Robert Mugabe, foi acolhido pelo antigo arcebispo de Buenos Aires. Facto curioso, possível nestes eventos: apesar de estar impedido de pisar solo europeu, mas não o Vaticano, Mugabe foi seguido, nos cumprimentos diplomáticos, precisamente pelos líderes europeus Herman Van Rompuy e Durão Barroso.

O vice-presidente Joe Biden assegurou a presença dos Estados Unidos. Também o Irão se fez representar através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Ali Akhbar Salehi.

Cavaco Silva, igualmente presente, anunciou que irá convidar o Papa Francisco, que considera constituir “uma nova era na Igreja”, a participar no centenário das Aparições de Fátima, em 2017.