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Chipre desesperadamente à procura de 5,8 mil milhões de euros

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Chipre desesperadamente à procura de 5,8 mil milhões de euros

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Em Nicósia, as reuniões sucederam-se, esta manhã, para tentar encontrar uma saída política para a crise e evitar a bancarrota do país.

O presidente do Chipre reuniu-se com os principais líderes partidários. O objetivo é encontrar uma alternativa para reunir os 5,8 mil milhões de euros exigidos pela troika, após a rejeição do plano de resgate pelo parlamento, que incluia a proposta de um imposto sobre os depósitos bancários.

O presidente do Eurogrupo já disse que a bola está no campo de Chipre, repetindo que a ajuda europeia não ultrapassará os dez mil milhões de euros.

Por seu turno, o ministro alemão das Finanças, reagiu firmemente: “Alguém tem que explicar ao povo do Chipre que o modelo económico de atração de ativos,com baixos impostos e num quadro legal conveniente, falhou. A razão é que os bancos cipriotas estão insolventes e o estado dificilmente consegue financiar-se nos mercados. E agora temos que resolver o problema.

Não podemos financiar este modelo com o dinheiro dos impostos dos membros da eurozona. Não é economicamente sustentável. Por isso, o Chipre tem que submeter-se às mesmas condições dos outros países”, afirmou Wolfgang Schaeuble.

Duas opções estã a ser agora ponderadas: uma é a nacionalização dos fundos de pensões públicos – que poderá render 3 mil milhões de euros; outra é a fusão dos dois principais bancos para reduzir o montante da recapitalização necessária.

Entretanto, na ilha, os bancos continuam encerrados sem previsão de quando poderão voltar a abrir.