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E agora, Chipre?

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E agora, Chipre?

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Depois de o parlamento cipriota ter recusado o plano de resgate que previa taxar, em até 9,9%, os depósitos bancários do país, as reações dos parceiros europeus não se fizeram esperar. A favor ou contra a dita taxa, numa coisa os líderes europeus estão maioritariamente de acordo: E agora?

“É óbvio que Chipre precisa de ajuda da União Europeia. Os deputados cipriotas têm o direito de rejeitar a proposta mas também têm de propor soluções alternativas”, refere Michael Spindelegger, o vice-chanceler austríaco.

O plano previa um empréstimo de 10 mil milhões de euros, mais os seis mil milhões recolhidos com a polémica taxa que o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, não via com bons olhos: “O sistema financeiro de Chipre está numa péssima situação, necessita capitalizar-se, e eu, claro, não defendo que as pessoas percam os seus depósitos já que não têm nenhuma responsabilidade nesta matéria.”

Para que a dívida pública cipriota se mantenha a níveis sutentáveis, a troika não pode aumentar o valor do empréstimo. Para Berlim, taxar os depósitos tinha sido a boa alternativa. “Lamento a decisão do parlamento cipriota, embora a respeite”, declara a chanceler alemã. Angela Merkel continua: “Agora, esperemos para ver qual a alternativa que Chipre propõe à troika.”

Uma alternativa que o governo de Nicósia busca afincadamente e que deve encontrar, o mais tardar, até segunda-feira. Na terça-feira, os bancos, fechados desde o fim-de-semana passado, devem voltar a abrir.