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"Os ventos de mudança" que trouxeram Obama a Israel

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"Os ventos de mudança" que trouxeram Obama a Israel

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Durante o primeiro mandato, Barack Obama não se deslocou a Israel sob o argumento de que não tinha propostas concretas para apresentar. Mas isso não inflama as expetativas em torno desta sua primeira visita oficial ao país.

Recebido calorosamente por Shimon Peres e Benjamin Netanyahu, nada indica que Obama traga consigo um novo plano para relançar o processo de paz israelo-palestiniano. Trouxe, sim, palavras conciliadoras: “os ventos de mudança sopram nesta região, transportando promessas e perigos. Encaro esta visita como uma oportunidade. (…) Estamos unidos porque a Terra Santa tem de alcançar a paz. Estamos conscientes das dificuldades, mas não perdemos de vista o horizonte da paz com os vizinhos de Israel.”

A visita de três dias, vista por muitos como uma operação de charme destinada a apurar as frias relações entre Obama e Netanyahu, o que, num primeiro momento, parece estar num bom caminho, passa também por reuniões com o presidente palestiniano, na Cisjordânia. O novo governo israelita, um puzzle político que deixou de fora os ultra-ortodoxos, é, no entanto, tendencialmente favorável a expansão dos colonatos. O conflito sírio e o programa nuclear do Irão são outros dossiês incontornáveis.