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Os dias sombrios da indústria solar

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Os dias sombrios da indústria solar

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A crise económica está a atingir a indústria solar. A filial chinesa da Suntech, um dos gigantes do setor, foi obrigada a declarar falência, devido a uma dívida de dois mil milhões de dólares.

O grupo, que empregava perto de 18 mil pessoas em finais de 2011, é a mais recente vítima de um contexto que fez o preço dos painéis solares afundar 75% desde 2008.

A Suntech tenta agora obter a ajuda do governo local. O analista Lian Rui defende: “O governo de Wuxi estará a ponderar os seus interesses, o que inclui o PIB local, os impostos, as questões do emprego, tal como o impacto na cadeia industrial. Além disso, a Suntech tem muitas dívidas e empréstimos juntos de bancos locais”.

A China superou a Alemanha em termos de produção de painéis solares e há quem veja no colapso da Suntech “o fim de uma era”.

O professor Zhang Huiming explica que “o desenvolvimento foi rápido porque países europeus como Alemanha e Espanha, ou os Estados Unidos, tinham políticas que encorajavam os painéis solares. Ou seja, tinham políticas benéficas ao consumo”.

Os chineses controlam agora 65% da produção mundial, mas os europeus e os norte-americanos acusam o país de “dumping” comercial. Washington já avançou com taxas alfandegárias para a importação de painéis fotovoltaicos chineses e Bruxelas poderá fazer o mesmo.

Além disso, as ajudas públicas ao setor foram reduzidas na Europa devido à crise e à austeridade. As primeiras vítimas foram as empresas alemãs, como Solon, que declarou falência, ou a Q-Cells, que foi vendida a investidores coreanos.

Espera-se agora uma nova consolidação do setor, já que o mercado afundou 18% no ano passado.