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Presidente do Eurogrupo assume responsabilidade pela crise em Chipre

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Presidente do Eurogrupo assume responsabilidade pela crise em Chipre

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O presidente do Eurogrupo ouviu duras críticas, esta quinta-feira, na comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu devido ao plano de resgate a Chipre. Jeroen Dijsselbloem explicou que visava manter a dívida cipriota em níveis sustentáveis, mas admitiu o impacto negativo em toda a zona euro.

“Na situação atual, penso que há realmente um risco sistémico e que a agitação dos últimos dias tem provado isso mesmo, infelizmente”, disse o ministro das Finanças holandês, que assumiu a responsabilidade pela ideia de tributar os depósitos inferiores a 100 mil euros.

“Como presidente tenho obrigação de encontrar um compromisso entre os diferentes países, entre os diferentes pontos de vista e objetivos estabelecidos pelo grupo. A decisão final não teve a minha oposição – mesmo que eu o pudesse ter feito, e não vou discutir isso – porque foi um compromisso entre os diferentes interesses e objetivos que partilhamos”, afirmou o presidente do grupo dos ministros das Finanças dos 17 países com a moeda única.

Jeroen Dijsselbloem admite que os escalões da taxa venham a ser reformulados, mas diz que cabe a Chipre apresentar um novo plano.

A ajuda acordada pelo Eurogrupo no sábado previa uma taxa de 6,75% sobre os depósitos até 100 mil euros e de 9,9% sobre os montantes superiores, mas foi rejeitado na terça-feira pelo Parlamento cipriota.

Desde então, o Governo cipriota está atentar obter soluções alternativas junto da Rússia, que detém importantes ativos nos bancos do país e que no passado concedeu um empréstimo de 2500 milhões de euros.