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Turquia e PKK tentam chegar a acordo

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Turquia e PKK tentam chegar a acordo

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O ano de 2012 foi particularmente mortífero no sudeste da Turquia. Os confrontos entre o exército turco e os milicianos do PKK aumentaram a tensão nesta região de maioria curda. Em Cizre, em novembro passado, o funeral de um membro do PKK degenerou em violência.

Este conflito de 28 anos, entre o Estado turco e o PKK, causou entre 40 mil e 45 mil mortos na Turquia e, apesar da forte logística militar utilizada, Ankara nunca conseguiu calar os protestos e muito menos a atividade da guerrilha do PKK – inscrito na lista das organizações terroristas por Ankara, pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

A ala política adotou o nome de Partido dos Trabalhadores do Curdistão, fundado por Abdullan Ocalan para estabelecer um Estado independente no sudeste de Turquia; a ala armada tem sete mil combatentes.

O PKK tem as bases no norte do Iraque, região onde os curdos estão em maioria. Na Turquia, representam 20% da população, uns 12 milhões de pessoas instaladas principalmente no sudeste e oeste do país.

Em 1999, o líder do PKK foi capturado pelas forças especiais turcas, no Quénia. O inimigo número 1 de Ancara foi julgado por traição e condenado à forca. Posteriormente, a pena de morte foi comutada por uma condenação a prisão perpétua. Até agora, as tréguas pontuais e unilaterais do PKK não tiveram resultados concretos, mas desde outubro o governo e o líder do PKK mantêm negociações diretas.

Na segunda-feira, Ocalan enviou uma mensagem da cela da prisão, na ilha de Imarali. O líder do partido pró curdo Partido da Paz e da Democracia foi o mensageiro:

Selahattin Demirtas:

“O processo para chegar a uma solução está a desenvolver-se de uma maneira positiva. O nosso objectivo é a democratização de Turquia, e é a ela que nos dedicamos. Com esse objetivo estou a preparar um apelo que farei nas celebrações do Newroz, no ano novo curdo, a 21 de março. Farei um apelo histórico”

O primeiro passo concreto da iniciativa foi a libertação de oito reféns turcos detidos, há mais de um ano, pelo PKK, no norte de Iraque. A chegada dos reféns à Turquia contribuiu para aumentar a confiança entre as partes. Atualmente, o PKK reivindica apenas a autonomia para os curdos da Turquia.