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Visita de Obama ao Médio Oriente desilude palestinianos

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Visita de Obama ao Médio Oriente desilude palestinianos

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Barack Obama faz a sua primeira visita oficial a Israel como presidente dos Estados Unidos. O inquilino da Casa Branca reservou esta honra para o aliado privilegiado, apesar da Ásia se ter convertido numa prioridade da política externa de Washington.

Barack Obama, presidente norte-americano:

“Não é por acaso que a primeira viagem do meu segundo mandato tenha sido a Israel. Os ventos da mudança nesta região trazem consigo promessas e perigos. Vejo esta visita como uma oportunidade para reforçar os laços inquebráveis entre ambas as nações, para confirmar o firme compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Israel e para falar diretamente com o povo israelita e com os seus vizinhos.”

Assumindo abertamente que não tem nenhuma oferta para impulsionar o processo de paz israelo-palestiniano, em ponto morto desde 2010, o objetivo da visita de Barack Obama era falar do programa nuclear iraniano, da situação na Síria e também, melhorar as difíceis relações pessoais com o chefe do executivo israelita, Benjamin Netanyahu.

Tudo indica que conseguiu: logo à chegada arrancou conseguiu arrancar um sorriso a Netanyahu com uma piada sobre a linha vermelha traçada no solo.

Obama – Onde quer começar?

Netanyahu – Estamos a seguir a linha vermelha, senhor.

Obama -A linha vermelha? Está sempre a falar-me de linhas vermelhas…

O momento culminante desta visita a Israel foi o discurso aos estudantes universitários, a quem pediu iniciativas políticas para impulsionar a paz.

Barack Obama:

“Os israelitas devem reconhecer que a proliferação dos colonatos é contraproducente para a causa da paz e que uma Palestina independente, com fronteiras reais, que há que estabelecer, deve ser viável”

Não longe dali, na Cisjordânia, durante a visita a Ramalah, o presidente não pediu o fim da construção de colonatos judeus, como exige a Autoridade Palestiniana para retomar as negociações:

“O assunto crucial agora é como conseguir um Estado soberano palestiniano que ofereça ao povo israelita garantias de segurança”, assegurou depois de duas horas de reunião com Abbas. “Isto não quer dizer que os colonatos não sejam importantes, quer dizer que se resolvermos estes dois problemas, tambem se resolve o problema dos colonatos.”

Para os palestinianos esta visita saldou-se numa extrema deceção.